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Você sabe como evitar as pragas de grãos armazenados? Entenda!

5 minutos para ler

O aumento da produtividade, a dinâmica de consumo e a sazonalidade exigem que o produtor tenha um sistema de estoque eficiente, pois é isso que garantirá o fornecimento na entressafra. Também é possível aguardar épocas do ano para comercializar grãos a melhores preços. Surge aqui, porém, uma das grandes preocupações dos produtores rurais (independentemente do seu porte): as pragas de grãos armazenados.

Não é por menos, já que a estocagem inadequada causa até 15% das perdas de grãos no Brasil. Insetos são o principal problema nesses casos, mas os danos que eles provocam servem como porta de entrada para outros patógenos, como fungos.

Pensando nisso, neste post veremos quais são as principais pragas de grãos estocados e o que você deve fazer para ter um controle efetivo desse estoque. Boa leitura!

Quais são as principais pragas de grãos armazenados?

Muitas pragas de grãos estocados são capazes de causar perdas enormes para os produtores rurais, como roedores, ácaros, fungos e suas microtoxinas. Contudo, como dissemos, são os insetos que geram grande parte das dores de cabeça, dado o seu expressivo número e sua alta resistência aos atuais métodos de controle.

Podemos separar as pragas de grãos em três grandes grupos, de acordo com o ataque e o dano que causam. As primárias (internas ou externas) injuriam grãos inteiros e sadios, enquanto as secundárias têm como alvo os que foram abertos previamente ou danificados por acidente. Entenda cada um delas a seguir.

Pragas primárias internas

Fazem parte desse grupo os insetos que têm mandíbulas desenvolvidas para romper as películas protetoras dos grãos, mas se alimentam apenas do seu interior. Eles são devastadores, pois completam seu ciclo no grão e abrem caminhos para o surgimento de outras pragas.

Alguns exemplos são o Sitophilus oryzae, o S. zeamais, o S. granarius e o Acanthoscelides obtectus, popularmente conhecidos como carunchos ou gorgulhos-do-arroz, do milho, do trigo e do feijão, respectivamente.

Pragas primárias externas

Os insetos desse grupo se alimentam da parte externa dos grãos, mas têm potencial para danificá-los internamente também. Assim, é claro, possibilitam a entrada de outras pragas incapazes de transpor a película dos cereais.

Entre eles destacam-se o Rhizopertha dominica, o Lasioderma serricorne, o Plodia interpunctella e o Tyrophagus putrescentiae, chamados de besouro-de-cereais-e-farinha, caruncho-do-fumo, traça-indiana-da-farinha e ácaro, respectivamente.

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Pragas secundárias

As pragas secundárias são as que não conseguem romper a película dos grãos, por isso, se aproveitam dos danos causados pelas primárias ou por acidentes. Entre as principais delas estão o Tribolium castaneum, o T. confusum, o Cryptolestes ferrugineus e o Ephestia elutella. Os três primeiros são conhecidos como besouros de diversos grãos, e o último como traça.

Ainda há os chamados insetos associados, que não atacam os grãos e se alimentam de detritos e fungos, mas contribuem para prejudicar o aspecto e a qualidade do material estocado, como o Tenebrio molitor (tenébrio-da-farinha) e o Alphitobius piceus (besouro).

Como fazer um controle efetivo do armazenamento?

O surgimento das pragas está diretamente relacionado às más práticas durante o armazenamento. Justamente por essa razão, a situação pode ser efetivamente controlada se alguns cuidados forem tomados à risca, como veremos a seguir.

Limpe as instalações

Preze pela limpeza do local de armazenamento, seja ele feito em um silo ou sacarias. A sujeira acumulada e o pó dos cereais contribuem para o surgimento e a permanência de pragas.

Mantenha o local fechado

É fundamental fechar todas as frestas e aberturas possíveis, para evitar a entrada de roedores e aves.

Limpe os grãos

A retirada de impurezas e matérias estranhas, como terra, pedriscos e ervas daninhas na entrada das cargas é fundamental. Uma seleção bem feita, descartando as sementes quebradas, trincadas e com rachaduras também colabora muito.

Faça a secagem dos grãos

Outro ponto importantíssimo para evitar pragas de grãos armazenados é controlar a temperatura e a umidade do local, já que entre 25 e 32 °C e à umidade de 12 a 15% tem-se um ambiente favorável ao seu desenvolvimento. Portanto:

  • umidade abaixo de 13% — inibe o crescimento de ácaros e da maioria dos microrganismos;
  • umidade abaixo de 10% — limita o desenvolvimento da maioria dos insetos;
  • temperatura entre 50 e 60 °C e entre -25 e -15 °C — mata insetos em menos de 1 hora.

Proceda ao controle químico

A pulverização e a fumigação podem prevenir ou expurgar insetos de quaisquer estágios. Contudo, para que essa ação seja mesmo efetiva é muito importante seguir as recomendações da relação tempo de exposição/temperatura. É preciso, também, seguir todas as recomendações de segurança pois esses defensivos podem gerar resíduos, além de serem tóxicos a animais de sangue quente.

Devido aos severos danos quantitativos e qualitativos causados pelas pragas de grãos armazenados, não se pode pensar apenas em aumentar a produtividade. É crucial elaborar estratégias eficazes para a estocagem da produção. Caso contrário, como vimos, o que foi investido não se converterá em rentabilidade — além de gerar prejuízos.

Nosso artigo foi esclarecedor para você ou sobrou alguma dúvida? Entre em contato conosco para que possamos ajudar! Teremos prazer em atendê-lo.

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